quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

BATATAS SALTEADAS COM ALHO E ALECRIM

Batatas, para mim, são sempre um bom acompanhamento.
Receitas com batatas resultam em refeições reconfortantes, quer estas sejam cozidas, fritas, assadas, estufadas, em puré ou... salteadas.

Os sabores que usei são um clássico, alho e alecrim.
Nesta sugestão as batatas podem ser preparadas com alguma antecedência sendo acabadas antes de servir.
Substituem as batatas assadas no forno e podem no final podem ser salteadas com um pouco do molho da carne assada para ficarem com igual tempero. Para acompanhamento de peixe substituir o alecrim pelos talos de salsa ou coentros e no final envolver nas respetivas folhas grosseiramente picadas.

Fiz assim...

BATATAS SALTEADAS COM ALHO E ALECRIM


INGREDIENTES
6 batatas grandes
fio de azeite
3 dentes de alho
2 pequenos ramos de alecrim
sal grosso/flor de sal
pimenta preta moída

PREPARAÇÃO
Descascar as batatas e cortar em rodelas de 1cm.
Cozer as batatas em água e sal, cerca de 5min., até que fiquem cozidas mas ainda bem firmes. Escorrer e reservar.

Numa frigideira larga antiaderente aquecer bem o azeite e distribuir as rodelas de batata.
Acrescentar o alecrim e deixar as batatas dourar de um dos lados antes de as virar.
Acrescentar os dentes de alho em lâminas.
Virar as rodelas de batata para que dourem do outro lado.
Temperar com sal grosso e pimenta.
Abanar a frigideira para que fiquem bem salteadas.

Servir de imediato polvilhadas com flor de sal.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
-  No fim de cozer e escorrer as batatas, deixar arrefecer e reservar no frigorífico se não quiser terminar sua confeção;
- Dispor as rodelas de batata na frigideira numa só camada e deixar que ganhem cor antes de as virar. Se forem viradas muitas vezes antes de ganharem crosta ou cor podem partir-se mais facilmente;
- Juntar o alho em fatias já depois de ter virado as batatas para que este não queime e forneça o seu aroma mais fresco. Pode ser usado alho esmagado, no esmagador, e envolvido apenas mesmo no final. Se o alho for picado e adicionado no início ficará queimado e estragará toda a preparação. Não há interesse em que o alho adquira cor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DOCE DE MEDRONHO

Está na altura dos medronhos e é vê-los por aí caídos no chão, quase a formar tapetes com as suas cores vivas e outonais: vermelho, laranja e amarelo.

Sabem bem ao natural. E por aqui em casa quase sempre são assim que são comidos, mas estes, para não se estragarem viraram doce.

Designa-se doce ao preparado açucarado de fruta, fervido, engrossado e triturado.
Este doce de medronho, embora não seja triturado, é passado por uma rede o que lhe confere a textura de um doce, em vez do de compota, em que a fruta se notaria em pequenos pedaços desfeitos. Prefiro passá-lo por uma rede para retirar os grãos duros que resultam da casca.
Quando se comem os medronhos frescos não se nota esta textura, mas depois de fervidos este granulado pétreo torna-se mais evidente e pouco agradável a sua presença no doce, tal como a das grainhas das camarinhas na Geleia de Camarinhas.

Não é um doce enjoativo, pois não é muito doce. Como os medronhos têm muita pectina natural, a consistência, no fim de frio, lembra um pouco a da marmelada, tornando-se numa Marmelada de Medronho.

Acompanha lindamente uns crepes, panquecas, waffles... pode ser o recheio de uma torta ou cobertura de uma tarte.

Fiz assim...

DOCE DE MEDRONHO


INGREDIENTES
1kg de medronhos
750g de açúcar
1 pau de canela
1 limão (casca e sumo)
1dl de vinho do porto

PREPARAÇÃO
Lavar os medronhos e escorrer.

Num tacho colocar os medronhos, o açúcar, o pau de canela, a casca e o sumo de limão e um pouco de água no fundo.
Deixar cozinhar em lume médio.
Retirar a espuma da superfície, à medida que se vai formando.
Assim que o doce ganhar consistência e deixar de estar opaco e o caldo apresentar alguma transparência, retirar do lume.

Passar o doce por uma rede metálica grande apertando com a colher de pau, para outro tacho.

Juntar o vinho do porto e deixar levantar fervura.

Retirar do lume e verter o doce para frascos esterilizados.
Tapar e voltar os frascos ao contrário até arrefecer.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- A consistência final pode ser controlada acrescentando um pouco mais de vinho do porto deixando levantar fervura;
- Para coberturas ou recheios depois de retirar do frasco colocar numa taça e para que se torne mais fácil de barrar, aquecer um pouco no microondas ou diluir com um pouco de sumo de limão ou vinho do porto, dependendo do gosto.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

BOLA RÁPIDA DE FIAMBRE, CHOURIÇÃO E PAIO

Chamo-lhe Bola rápida porque é de preparação rápida. O fermento usado é o químico pelo que não é necessário esperar que levede, como na sempre elogiada e habitual em festas de aniversário e afins, Bola de fiambre e salpicão. Para além disso a massa não precisa de ser esticada como no Pan de Jamón ou no Pãozão e as carnes são envolvidas na massa. Tudo razões para se tornar rápida e uma ótima aliada.

Esta bola rápida tem uma massa leve e arejada, conferida em parte pelo fermento mas também pelo azeite. Resulta numa massa mais parecida com um bolo do que com a tradicional bola com fermento biológico (padeiro) e fica igualmente saborosa, tal como na sugestão salgada Bolo de azeitonas, bacon e cebola.
Ainda quente, esta massa lembra a dos scones.

Quando o tempo é tudo, então é esta a bola que sai do forno.
Prepara-se e assa em 1 hora, perfeita para um lanche de domingo chuvoso, como foi o caso. Ótima também para levar para um piquenique e como é rápida, pode se preparada durante a manhã em vez do dia anterior.

O recheio usado pode varia pelo gosto ou disponibilidade, fiambre de perú ou frango conferem um sabor mais neutro, bacon e presunto uma densidade e sabor superior. Para agradar aos mais pequenos optei por sabores simples e produtos sem grandes gorduras, como o fiambre de porco e o paio york, tendo juntado algum chourição para aromatizar.

Fiz assim...

BOLA RÁPIDA DE FIAMBRE, CHOURIÇÃO E PAIO


INGREDIENTES
Para a massa num tabuleiro 21x25cm:
100ml de azeite
200ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar (opcional)
4 ovos pitada de sal
400g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Para o recheio:
1 fatia de fiambre com 0,5cm
3 fatias de chourição com 0,5cm
3 fatias de paio york (ou do lombo) com 0,5cm

azeite para pincelar

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Cortar, na tábua, o fiambre, chourição e paio em juliana de 0,5cm e depois em em porções de 1cm, de forma a não obter cubos. Reservar.

Na taça da batedeira colocar e bater com a pinha, o azeite, o leite, o açúcar e os ovos.
Juntar a farinha e o fermento e bater um pouco até ficar homogéneo.
Envolver nas carnes cortadas.
Verter a massa num tabuleiro untado e levar ao forno 40-45min. a 180ºC.

Retirar do forno e pincelar (ou embeber uma folha de papel cozinha) com azeite toda a superfície. Deixar repousar 5min. antes de desenformar.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- O tempo no forno pode variar um pouco, pelo que o teste do palito pode ser útil. Como as carnes estão em pedaços em vez de fatias, demoram um pouco mais a perder a humidade para a massa, pelo que 5min. a mais serão uma vantagem;
- Já fiz com e sem as colheres de açúcar e fica boa. As fotos são da última vez que fiz e esqueci-me do açúcar. Com o açúcar a massa assemelha-se a pão de leite, não fica doce, mas para alguns a combinação agridoce não é perfeita... não sabem o que perdem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PASTA CREMOSA - MASSA COM FRANGO, ESPINAFRES E ALHO

Uma sugestão muito cremosa e reconfortante.

Pode parecer complicado de fazer mas se pensarmos nas etapas podemos até simplificar alguma delas, dependendo do que já tivermos no frigorífico.
Todas as etapas podem ser feitas com antecedência. No final, basta juntar tudo, massa cozida, molho branco, espinafres cozidos, frango cozido (ou sobras de frango cozinhado), a pasta de alho, envolver tudo e servir.

Optei por fazer uma pasta com os alhos em vez de os usar crus, o sabor fica mais suave, agradando a todos.
Os mais pequenos foram unânimes, está melhor do que no restaurante! É preciso mais alguma coisa para se ganhar o dia, neste caso, a noite?

Fiz assim...

PASTA CREMOSA - MASSA COM FRANGO, ESPINAFRES E ALHO


INGREDIENTES
Para 4 pessoas:
250g de massa penne rigate
300g de peito de frango
500g de folhas espinafres congelados
1 cabeça de alhos (12 dentes grandes)
azeite q.b.
sal

Para o molho branco (béchamel com natas):
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
200ml de natas light
300ml de leite
pimenta moída q.b.
noz moscada moída q.b.
sal

PREPARAÇÃO
Numa panela bem pequena cozer a cabeça de alhos em água e sal, retirando apenas as cascas envolventes, deixando as dos dentes de alho.
Assim, que os dentes de alho estiverem macios, escorrer e reservar até arrefecer. No fim de frios, pelar os dentes de alho e esmagar no almofariz ou com um garfo na tábua, com algumas pedras de sal grosso, para ajudar, até se obter uma pasta. Reservar.

Cozer os espinafres em água e sal. Escorrer e reservar.

Cozer os peitos de frango em água e sal.
Escorrer aproveitando a água e reservar até arrefecer.
Desfiar com um garfo. Reservar.

Cozer a massa al dente, na água de cozer o frango (pode ser preciso acrescentar mais água e um pouco de sal).
Escorrer aproveitando a água e envolver a massa com um fio de azeite. Reservar.

Para o molho branco, num tacho médio, derreter a manteiga, juntar a farinha e mexer para formar uma pasta.
Juntar as natas e o leite aos pouco, mexendo sempre para não formar grumos.
Temperar com pimenta, noz moscada e sal.
Juntar os espinafres, o frango e a pasta de alho.
Se estiver muito seco juntar água da cozedura do frango e massa.

Juntar a massa, envolver bem e servir de imediato polvilhando com um pouco de queijo ralado e algumas folhas de coentros.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode cozer a cabeça de alho juntamente com o frango, na mesma água e panela. Os alhos em vez de cozidos podem ser assados, mas demora um pouco mais;
- O molho branco deve ficar um pouco líquido, pois ao juntar a massa irá secar um pouco. Antes de servir, já com a massa misturada, verifique se precisa de juntar um pouco mais da água da cozedura da massa/frango. Para que este não ganhe grumos deve acrescentar os líquidos aos poucos e só depois de já ter secado um pouco e de já estar em creme;
- Se sobrar, no dia seguinte ao aquecer ao lume numa caçarola antiaderente, junte umas colheres de leite ou natas para conseguir um molho mais cremoso.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

BOLO DE IOGURTE PARA QUALQUER OCASIÃO - EVERYDAY YOGURT CAKE

O Bolo de Iogurte não é um bolo que me traga memórias da minha infância.
Houve tempos em que qualquer embalagem de açúcar, farinha ou outro, trazia a receita de Bolo de Iogurte com as medidas do copo (ver receita tradicional nas dicas em baixo).

Comia-o e até cheguei a fazê-lo, pois era "divertido" ter que usar o copo de iogurte vazio como medida para os restantes ingredientes.
Mas apenas isso, o ter que rapar o copo que ficava com o açúcar ou farinha agarrados no interior não era lá muito "divertido".
Preferia preparar um bolo mármore :)
Os anos foram passando e nunca fui fã do bolo de iogurte tradicional, achando-o demasiado doce e pouco original. Com tantas receitas de bolos fantásticos, porquê fazer ou comer o bolo de iogurte.

No entanto, aqui em casa os bolos de iogurte são apreciados e fazem-se de vez em quando, um tanto ou quanto por modas.
Quando passei por esta receita no Dia de Domingas voltei a lembrar-me do bolo de iogurte. Despertou-me a atenção porque a quantidade de iogurte indicada era o dobro da tradicional e a de açúcar proporcionalmente mais pequena. O iogurte assim é o ingrediente principal. A receita é do livro Cake Keeper Cakes da Lauren Chattman e pode ser consultada aqui.

É um bolo com uma textura e aroma ótimos, um pouco diferente da receita tradicional.
É húmido e fresco.
Já o fiz algumas vezes, com outras coberturas (chocolate, queijo creme...) mas o açúcar em pó dá-lhe um ar retro que gostei.
Por aqui, o acompanhamento preferido de uma fatia deste bolo, é uma boa colherada das espessas natas ácidas (sourcream).
É realmente um bolo para qualquer ocasião. Um bolo simples para durante a semana ou fim-de-semana, mas suficientemente interessante para cobrir e/ou rechear para outra ocasião.

Fiz assim...

BOLO DE IOGURTE PARA QUALQUER OCASIÃO


INGREDIENTES
Para forma redonda de 22cm de diâmetro
280g de farinha de trigo
250g de açúcar
1 colher (chá) de fermento em pó
1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 colher (chá) de sal fino
2 ovos
250ml de iogurte naturais (2x125ml)
180ml de óleo
2 colheres (chá) de extrato de baunilha

açúcar em pó (decoração)

PREPARAÇÃO
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar uma forma de 22cm e forrar o fundo com papel vegetal.

Numa taça grande misturar a farinha, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.
Noutra taça mais pequena misturar bater os ovos e misturar o iogurte, o óleo e a baunilha.

Verter a mistura líquida sobre os ingredientes secos e envolver com a vara de arames ou espátula.

Colocar a massa na forma preparada e levar ao forno cerca de 40min. ou no teste do palito este sair seco.
Retirar do forno e deixar repousar 5min. antes de desenformar sobre o prato vulgar, retirar o papel vegetal e voltar a virar sobre o prato de servir.

Deixar arrefecer e decorar com o açúcar em pó polvilhando ou usando um stencil.

Polvilhado com açúcar em pó

Bolo virado ao contrário e decorado com açúcar em pó sobre um stencil

NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Ao misturar os ingredientes líquidos aos sólidos não bater em demasia, apenas para ficar um pouco homogénea mas não completamente lisa. Tal como ao preparar muffins. Ao bater em demasia desenvolve-se o glúten da farinha de trigo e compromete-se a textura. A massa ficará enqueijada, aparecendo pequenos canais verticais no meio da massa (sinal de que foi batida exageradamente);
- Em vez de iogurte normal já experimentei substituir por iogurte grego e queijo tipo quark e fica igualmente bom e ainda mais aromático;
- A receita do Bolo de Iogurte tradicional, usando como medida o copo de iogurte (125g) é: 1 copo de iogurte, 3 copos de açúcar, 3 copos de farinha com fermento (ou 2 colheres (chá) de fermento), 1 copo de óleo e 3-4 ovos. A receita do Pantagruel inclui 4 copos de farinha, 5 ovos, baunilha e 1 colher (chá) de cremor tártaro que se junta às claras em castelo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

BROÍNHAS DE BATATA PARA O DIA DO BOLINHO

Dos Santos até ao Natal sem esquecer o S. Martinho.
É o período do ano que mais gosto ou não fosse eu um filho do outono.

O dia do Bolinho traz-me muitas e boas recordações.
Percorrer as ruas da vila, com amigos num feriado, pela manhã, com uma saca de pano a pedir "Pão por Deus", nunca se esquece.
Já aqui mencionei, noutros bolinhos deste dia (com batata doce, abóbora, farinha de milho...), que os vizinhos, conhecidos ou nem por isso nos davam essencialmente o que tinham de produção própria, frutos secos - nozes, castanhas, amêndoas - mas também, o bolinho, maçãs e um ou outro rebuçado e quando eram familiares, esperavam que os outros meninos dessem meia volta e acrescentavam aos nossos sacos... um chocolate e umas moedas :)
Hoje, por experiência própria, aqui em casa, os miúdos chegam à hora do almoço (para as contagens) com carregamentos de rebuçados, gomas, chocolates e apenas alguns bolinhos. Mudam-se os tempos...
De qualquer das formas nunca hesitei em incentivar os meus filhos a perpetuar esta tradição. Alguém (sábio) me disse um dia, a função de um pai é criar memórias nos seus filhos, não hesites em boas criar memórias aos teus.

Compreendo que comprar uns sacos de rebuçados e de gomas no supermercado é bastante mais simples do que fazer umas broínhas em casa, mas... não é a mesma coisa. Ao fazer-se o bolinho estamos a dar algo de nós. Estamos a pensar em quem o vai receber, como o vai receber e a alegria será tanta para quem recebe como (maior ainda) para quem dá! O espírito da solidariedade impera neste dia.
Para além disso, conseguimos trabalhar em equipa cá em casa, cada um faz o que mais gosta, há os que misturam porque adoram fazer nuvens de farinha, os que quebram as nozes porque adoram martelos e violência, os que partem os ovos porque simplesmente adoram partir coisas, os que amassam (eu) e os que... não fazem nada, mas vendo bem, muito faz quem não atrapalha :)

Antigamente, o dia do Bolinho, seria um dia em que as famílias mais pobres enviavam as crianças para pedir esmola e comida nas casas das famílias mais abastadas (e generosas). Era e é, o dia de Todos os Santos e neste dia todos queriam dar algo, talvez para se redimir dos pecados cometidos ao longo do ano, uma forma de penitência.
O tempo foi passando e hoje as crianças continuam de porta em porta, não pela necessidade mas pelas guloseimas e para terem desculpa de comer umas gomas ao longo das próximas semanas.
Aqui por casa é normal, nessa semana, os garotos levarem na mochilas muitos desses doces e partilhar na escola. Vendo bem, partilham e reduzem o consumo de açúcar.

As broínhas de hoje são macias e saborosas.
Os aromas da erva-doce e da canela são quentes e outonais. Podem ser adaptados aos gosto de cada um, eliminando ou acentuando um pouco mais, mas prefiro-os assim, mais subtis, para que agradem a todos. A quantidade e tipo de frutos secos também é um pouco ao gosto de cada um.

Bom dia do Bolinho!

Fiz assim...

BROÍNHAS DE BATATA PARA O DIA DO BOLINHO


INGREDIENTES
Rende 70 broínhas moldados com colher de sopa bem cheia
Massa:
2kg de farinha de trigo T65
1,5kg de batata descascada
1-1.2kg de açúcar
75g de fermento em pó (tipo royal)
150g de margarina
6 ovos
600-750ml de leite ou água
raspa de 1 limão
1 colher (sopa) de erva-doce moída
1/2 colher (sopa) de canela moída

Frutas:
250g de sultanas
250g de nozes partidas grosseiramente
250g de miolo de amêndoa com pele
3 colheres (sopa) de farinha de trigo T65

PREPARAÇÃO
Numa panela cozer as batatas em água e sal.
Escorrer a água e reduzir a puré (usei o pé especial para purés da varinha mágica) na própria panela.
Reservar até arrefecer.

No fim do puré de batata frio, misturar na panela os ovos batidos, a margarina derretida e 600ml de leite.

Num alguidar grande envolver a farinha, o açúcar, o fermento, a raspa de limão e as especiarias.

Combinar a mistura da batata no alguidar da farinha.
Mexer bem com a colher de pau.

Misturar as frutas secas com as colheres de farinha e juntar à massa.

Tender pequenas broas numa taça com farinha.
Dispor num tabuleiro e assar 30-40min., ou até estarem douradas, em forno pré-aquecido a 200ºC.

Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Não se quer uma massa demasiado mole por isso começar por juntar apenas os 600ml de leite e se for necessário juntar até aos 750ml. A quantidade de leite depende do tipo de batata que pode ter absorvido mais ou menos água ao cozer;
- Parte do leite pode ser substituído por vinho do porto;
- A quantidade de açúcar pode variar consoante o gosto de 1kg a 1,2kg;
- Pode ser usada erva-doce em grão fervendo o leite com uma "boneca" de pano contendo as sementes, para infusão;
- Outras frutas secas podem ser usadas como os tradicionais pinhões e/ou figos secos cortados;
- As broínhas podem ser congeladas inteiras ou partidas ao meio para serem descongeladas diretamente na torradeira.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

WAFFLES ESTALADIÇOS

Waffles, waffles... sabem sempre bem.
Há aqui no blogue receitas de waffles que dispensam coberturas, a massa já é suficientemente enriquecida com pepitas de chocolate, abóbora e coco, maçapão, cristais de açúcar, manteiga, ou mesmo de bacon e cebola, milho e tomilho...

Esta é uma receita de um waffles simples, na elaboração e no sabor, para se cobrirem com o que mais apetecer.
A massa é muito boa, pouco doce e... estaladiça.

Por vezes preparo a receita inteira, deixo-os mais claros, pouco estaladiços, para os poder congelar.
De manhã, ao pequeno-almoço, saem diretamente do congelador para a torradeira. Uma verdadeira perdição num dia de semana.

A receita é do blogue Sucrissime, onde a Bergamote partilha a receita de waffles da avó, que nunca lhe chegou a dar com pesos e medidas, uma vez que fazia tudo a olho. Esta é uma das suas recordações de infância.
Embora a minha avó nunca me tenha feito waffles, eu tenho recordações de infância com as talassas, como lhes chamava em português ou gaufres, o nome francês (o termo waffles era para mim desconhecido há mais de 25 anos atrás). Essas talassas eram feitas por mim, para o lanche, numa pequena prensa individual, ao bico do gás. Também eu (acho) não tenho a receita de infância (mas vou vasculhar recortes e ei-de encontrar alguma coisa).

Fica aqui esta receita bem prática, com pouco açúcar, pouca gordura e sem necessidade de claras em castelo. Só vantagens!
Desta vez cobri-os com sabores de outono: marmelada, maçã e canela e acrescentei a cada waffles uma colherada de natas ácidas (sourcream) que faz toda a diferença no sabor e textura.

Fiz assim...

WAFFLES ESTALADIÇOS


INGREDIENTES
Rende 15 waffles:
500g de farinha de trigo
500ml de água
250ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 ovos
3 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal

(conversão para 2/3 da receita)
Rende 10 waffles:

330g de farinha de trigo
330ml de água
165ml de leite
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
2 ovos
2 colheres (sopa) de óleo
pitada de sal

PREPARAÇÃO
Colocar todos os ingredientes numa taça ou copo medidor largo e bater com a varinha mágica até a massa estar homogénea.

Aquecer a máquina de waffles.

Untar muito bem as placas com manteiga ou pulverizar com desmoldante.

Colocar a massa nas placas, enchendo até ao nível.
Se a máquina de waffles usada for giratória, rodar.
Deixar cozinhar na temperatura máxima, até estarem dourados mas secos.

Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha.
Repetir o procedimento até terminar a massa.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Os waffles que forem destinados a serem congelados, deixá-los ligeiramente mais claros, pois tostaram um pouco na torradeira quando retidos do congelador; - Como a receita é pobre em gordura é necessário untar bem as placas da máquina de waffles para que desenforme sem dificuldade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PERNA E COXA DE PERU ASSADAS EM CERVEJA (SLOW COOKER)

Chega o outono e chega a minha estação preferida :)
Não sei bem explicar o porquê... talvez pelas cores, pela temperatura, mistura inesperada de vento, chuva e sol ou mesmo a luminosidade... não sei. Talvez sejam mesmo os aromas.

Outono não me cheira a peru, mas cheira a assados. Cheira a preguiça, cheira a chegar a casa e ter o jantar pronto ou bastante alinhavado ;) E neste aspeto a panela slow cooker dá uma grande ajuda.
A carne estará pronta e basta um acompanhamento e/ou uma salada e o jantar está pronto.

O cozimento lento de carnes tem vantagens, uma delas é torná-las mais macias, outra é poderem usar-se cortes mais baratos, menos nobres mas que se tornam menos secos e muito mais saborosos. As pernas e coxas de peru são disso exemplo, muito mais baratas que o peito de peru.
Melhor de tudo, como se ainda não bastasse, prepara-se sempre carne a mais para que haja sobras para outra refeição (ver dicas).

Desta vez usei cerveja para aromatizar a carne. O álcool desaparece e fica apenas um caldo saboroso e escurecido. Acabei apenas por triturar o caldo com as cenouras, coar e servir assim, mas pode ser engrossado como fiz no do Entrecosto com molho Barbecue.

Fiz assim...

PERNA E COXA DE PERU ASSADAS EM CERVEJA (SLOW COOKER)


INGREDIENTES
2 pernas de peru
1 coxa de peru
1 fio de azeite
1 cebola
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de molho inglês (pode ser molho de soja)
3 cenouras grandes
33cl de cerveja branca (pode ser preta)

PREPARAÇÃO
Numa frigideira grande saltear a cebola picada no fio de azeite, juntamente com a folha de louro.
Assim que a cebola estiver murcha e transparente acrescentar o molho inglês.

Colocar a cebola salteada na taça cerâmica da slow cooker e reservar.

Cortar as cenouras em rodelas grossas e dispor sobre a cebola.
Verter a cerveja sobre as cenouras

Aquecer novamente a mesma frigideira usada e quando bem quente, selar o peru dos vários lados. Deixar dourar alguns minutos antes de o virar.
Colocar o peru em cima das cenouras.

Programar a panela na temperatura baixa 8-10h ou na temperatura alta 4-5h.

No fim do tempo retirar o peru e a folha de louro (se ainda foi usada) e triturar o caldo e as cenouras com a varinha mágica.
Servir quente.


NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- As sobras podem ser desfiadas e congeladas numa caixa plástica (juntar um pouco do caldo também) para a confeção de um gratinado, empadão ou kebab de peru (Basta numa frigideira colocar um fio de azeite, aquecer com um pouco de cominhos em pó, juntar a carne desfiada e envolver bem fritando um pouco. Juntar algumas colheres do caldo reservado. Servir em pitas levemente tostadas com alface em juliana, milho, queijo ralado e molho de alho ou apenas maionese.).